Informamos todos os investigadores inscritos no jogo 'Rituais Criminosos' que esta semana (23 a 27 de Fev.) não haverá enigma, retomando-se a sua publicação na semana seguinte.
O grupo de trabalho
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Informação
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Enigma III: Morte numa Rua de Aveiro
Sendo tu o inspector principal, chegas ao local e estão dois homens a rodear o corpo da vítima.
O mais jovem, com cerca de 30 anos, Bernardo, foi o primeiro a ver o cadáver. Afirma ele que quando subia a rua viu passar um carro em grande velocidade, que quase se despistou por derrapagem na pequena curva da rua, fazendo-se ouvir logo de seguida um tiro. Apesar do susto, correu em direcção ao sítio de onde surgira o som do disparo. Diz que ficou pasmado quando viu o homem caído. Não teve reacção para nada. Ficou ali quedo e mudo, até que chegou o segundo homem.
Foi este, com perto de 40 anos, João, que telefonou para a polícia. Diz que vinha a descer a rua quando ouviu um barulho que não identificou logo como som de arma de fogo. Confirma que passou por ele um carro, veloz, com dois rapazes e suas namoradas trocando beijos ardentes, num passeio de automóvel demasiado apressado para a segurança de quem ambiciona viver mais para além daquelas horas felizes.
Quando João chegou junto da vítima já lá se encontrava Bernardo, completamente paralisado por um pânico tal, que lhe provocou um mal-estar tão violento ao ponto de ter uma crise de vómitos. Felizmente, o pequeno chafariz ali existente por perto permitiu que bebesse um gole de água, que o acalmaria, e refrescar-se, na cara e nas mãos. João afirma que também não mexeu em nada.
A arma do crime está caída junto ao cadáver, na berma do passeio. A cápsula está perto do corpo, cerca de dois metros mais abaixo. Nas costas do morto é perfeitamente visível um buraco por onde saiu a bala fatal, que acabaria por se alojar junto à valeta do passeio do lado direito do sentido ascendente da rua. A arma não tem quaisquer impressões digitais. No peito da vítima, mesmo junto ao coração, existem queimaduras provocadas pelo tiro e resíduos de pólvora. As suas mãos nuas apresentam luxações causadas pela queda, contrastando com as muito bem tratadas e limpas mãos dos dois homens que o “velaram” até à tua chegada.
A cabeça do morto exibe um hematoma, aparentemente grave, que, naturalmente, já não lhe dói, em contraste com a tua cabeça, que lateja de tanto pensar sobre qual das quatro hipóteses corresponde à forma como ocorreu a morte do velho Albino (apresentando uma justificação válida):
A – Arménio (Sr. Albino) suicidou-se, por solidão, desespero e depressão.
B – Bernardo matou o velho, por qualquer razão desconhecida.
C – Carlos era um dos ocupantes do carro, de onde foi disparado o tiro, e voltou ao local do crime para se certificar da morte de Arménio.
D – Um dos jovens do automóvel disparou sobre o velho e atirou a arma para junto do cadáver, pondo-se de seguida em fuga acelerada.
Publicada por Ciência Forense e Criminologia à(s) 09:08 0 comentários
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Enigma II: 'A morte na torre'
Na torre do castelo, junto ao carrilhão, aparecera o cadáver de um homem.
Tratava-se de Henrique Menezes, carrilhador de nomeada.
Junto de si, uma cadeira tombada e uma pistola, à qual se apurou pertencer a bala que o matara.
O Inspector Jack Black, mal chegou ao local, chamado pelo guarda do castelo, começou por fazer uma análise minuciosa ao recinto da torre, onde o nobre homem fora assassinado. E dizemos assassinado porque o tiro mortal dado na nuca, não deixava sombra de dúvidas sobre o acto criminoso.
Alguém matara o desafortunado músico, deixando ao pé do cadáver a arma, no intuito irrisório de simular um suicídio.
Além da cadeira tombada e do relógio do morto parado nas 12 horas, que decerto saltara do bolso com a queda do corpo, nada mais o Inspector encontrou digno de assinalar.
Restava, para o raciocínio final e estudo do problema, ouvir o guarda do castelo.
Eis o seu depoimento:
«O sr. Henrique chegou ao castelo pelas 11 horas e, depois de me cumprimentar, pegou numa cadeira e na sua pasta e encaminhou-se para a torre, onde disse ir ensaiar alguns números do seu vasto reportório, com vistas a uma próxima actuação.
Mais tarde, aí pelas 12 horas e meia, dispus-me a ir almoçar e quis avisar o sr. Menezes, mas de um sítio do terraço do 1º andar, de onde se vê a torre, reparei no sr. Menezes, sentado, a tocar no seu carrilhão, e não o quis interromper. Desci e afastei-me, mas ao chegar próximo da porta de saída, ouvi qualquer coisa que me pareceu um tiro.
Assustado, retrocedi, e caminhei apressadamente para a torre, indo encontrar o sr. Menezes morto.
Foi então que chamei a polícia. Não sei mais nada!»
No rosto do Inspector parecia bailar já aquele sorriso tradutor de mais uma vitória.
Apenas disse:
– Há nas suas declarações umas “coisas” que não estão certas. Você vai me explicar mais tarde e melhor. Considere-se preso.
Pergunta-se:
1 – Porque prendeu o Inspector o guarda?
2 – Como lhe parece que o caso se tenha passado?
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Enigma I: 'O jogo fatal'
Estavas tu tranquilo(a) em tua casa, quando foste chamado(a) para investigar a cena de crime.
Ouviste as declarações prestadas pelos presentes e ordenaste que ninguém saísse dali.
Seguidamente dirigiste-te para a cena de crime, onde apenas restava o cadáver do
“Gabarolas” caído sobre o tampo, as cartas de jogo e os cinzeiros com as fichas do jogo:

D. Cinzeiro para fichas;
C. Cartas para jogar;
O. Fichas no centro da mesa;
X. Marca de um copo de vinho;
B. Resto de um baralho de cartas;
Segundo – Contrariamente ao que era habitual nos jogos do “Casino”, nessa noite, o “Gabarolas” não tivera por parceiros nem o “ Raposa” nem o “Boris ”.
Terceiro – Um dos jogadores era canhoto. Outro, o José, apenas tinha uma mão.
Quarto – Segundo as declarações da Glória, criada do “Casino”, quando olhou para a mesa de jogo todos os que já haviam recebido jogo seguravam as cartas numa das mãos. Foi nesse momento que soaram as duas detonações.
Quinto – Quando interrogaste, Carlitos, acerca da falta de duas balas no seu revólver, ele explicou-te que tivera uma rixa à hora de almoço, e que descarregara então os dois tiros. Além disso, exibiu o pulso direito, fracturado por uma bala durante a rixa, o que o impossibilitava de fazer qualquer movimento com aquela mão. (estas declarações foram confirmadas por todos).
Sexto – O “Boris” guardava as fichas dos seus parceiros, que eram o “Raposa” e Carlos Damião.
Sétimo – “O Raposa” tornara-se suspeito no decorrer do jogo, pois tão depressa segredava com “Gabarolas” como com o “Maneta”.
No momento em que soaram os tiros, ele contava, na palma da mão, as escassas fichas, recentemente ganhas, antes de as entregar à guarda do “Boris”.
Oitavo – Um dos jogadores estava a beber no momento das detonações, e apanhou um susto tão grande que se engasgou com vinho.
Depois de saberes que os jogadores dessa noite tinham sido o “Gabarolas”, o “Raposa”, o “Boris”, o Carlitos, o José e um espanhol chamado Gonzalez e que os grupos de jogo são constituídos por três elementos que não podem ficar juntos na mesa de jogo:
(analisa bem a disposição da mesa e os depoimentos dos jogadores)
2º- Qual dos jogadores era canhoto? Porquê?
3º- Qual dos jogadores estava a beber? Porquê?
4º- Qual dos jogadores assassinou o ”Gabarolas”? Porquê?
(repara que para poder disparar sobre o “Gabarolas”, o jogador teria de ter uma das mãos livres).
Publicada por Ciência Forense e Criminologia à(s) 08:21 3 comentários